| Romanos 7 (Parte 2) - Romanos 7 (Parte 2) |
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| Escrito por Crispim |
| Dom, 15 de Março de 2009 09:31 |
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O Miserável
O homem ‘miserável’ é um problema para muitos expositores bíblicos. Seria o homem gerado de novo o desventurado por ainda estar ligado ao pecado? Ou refere-se a condição do pecador? Alguns dizem que o homem miserável é o regenerado que ainda está ligado ao pecado, e utiliza a ordem dos assuntos que o apóstolo Paulo apresentou em favor dos seus argumentos. Alegam que Paulo já havia tratado da santificação do crente e morte para o pecado no capítulo 6, e que não é plausível o apóstolo voltar repentinamente a tratar no capitulo 7 da escravidão do pecado. Porém, é próprio ao apóstolo dos gentios apresentar, em primeiro lugar, a nova condição dos cristãos em Cristo para depois fazer alusão à antiga condição no pecado. Esquecem de observar que o apóstolo Paulo não volta a tratar no capítulo 7 da santificação do crente através da morte para o pecado, antes, procura demonstrar a verdadeira natureza da lei contrastando-a com a condição do homem miserável. Na carta de Paulo aos Efésios a nova condição dos cristãos é apresentada primeiro ( Ef 1:3 à 14), para depois ser lembrada a antiga condição dos cristãos quando ainda estavam em sujeição ao pecado ( Ef 2:2 à 6). Na carta aos Colossenses o apóstolo Paulo apresenta a nova condição daqueles que estão em Cristo ( Cl 2:10 – 11), para depois relembrar da antiga condição de sujeição ao pecado ( Cl 2:12 – 15). Na carta aos Gálatas a abordagem é semelhante. Paulo aborda a justificação em Cristo primeiro ( Gl 2:16 ), para depois fazer alusão ao seu ‘eu’ “Pois eu pela lei estou morto para a lei, a fim de viver para Deus” ( Gl 2:19 ). Além do mais, o apóstolo Paulo descarta a possibilidade dos cristãos estarem unidos ao pecado quando pergunta: “...é Cristo ministro do pecado?” ( Gl 2:17 ). Se admitirmos que o pecado habita o novo homem, também devemos admitir que a obra de Cristo não é perfeita ( Hb 9:26 ). Teríamos que contrariar o exposto por João, que diz: “Deus é luz, e nele não há trevas alguma” ( 1Jo 1:5 ). Todos quantos aceitam o evangelho da graça passam a estar em Deus, e para tanto precisam nascer de novo para serem filhos da luz "Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas" ( 1Ts 5:5 ). Que comunhão pode haver entre a luz e as trevas? Pecado é a barreira de separação que há entre Deus e os homens. Deus é luz e o pecado é trevas, ou seja, não há comunhão entre a luz e as trevas. É por isso que Deus chama os homens do pecado para a justiça "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" ( 1Pd 2:9 ). Diante destas premissas fica impossível admitir que o ‘eu’ de Paulo refere-se ao cristão nascido de novo. Então eu pergunto: é miserável um homem que expôs aos Cristãos em Éfeso que Deus nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo? ( Ef 1:3 ) Como se considerar miserável e ensinar que foram eleitos em Cristo antes da fundação do mundo? Como é possível ter certeza de ser irrepreensível diante de Deus por Cristo Jesus e lamentar? Este Paulo, que alguns afirmam ser miserável, ensinou outras tantas maravilhas acerca daqueles que não andam mais segundo a carne, que necessitaríamos de um artigo de muitas páginas somente para relatá-las. O apóstolo afirma: “não mais vivo ‘eu’, mas Cristo vive em mim”. Dá pra ser miserável quando se é habitado pela ressurreição, pela vida, pela paz, pela verdade? Certamente que não! Este posicionamento é contraditório, visto que todos os que estão em Cristo são bem-aventurados. Quando Jesus anunciou as bem-aventuranças no Sermão do Monte, os seus ouvintes eram miseráveis espiritualmente. Mas, todos quantos crêem em Cristo alcançaram a “Bem aventurança proposta”. Por que, então, Paulo exclama: Miserável homem que eu sou? Porque neste verso ele encerra a sua exposição acerca da escravidão do pecado. O escravo do pecado é miserável, pois o seu salário é a morte ( Rm 6:23 ). O ‘eu’ formado em iniqüidade e concebido em pecado é miserável porque nada possui e só a morte pode livrá-lo do seu senhor. É por isso que vem a indagação logo a seguir: ‘Quem me livrará do corpo desta morte?’ Diante de tamanha miséria, o escravo do pecado vê a sua total incapacidade para livrar-se do seu senhor. Quem poderá resgatá-lo? Perceba que o desejo do escravo sob o jugo do pecado é ser livre desse senhor maldoso. Todos os homens sem Deus são miseráveis porque foram destituídos da glória de Deus. Se partirem desta vida para a eternidade sob o jugo do pecado existirão para sempre alienados de Deus. Jesus é o único caminho que conduz os homens a Deus, e para tanto é necessário morrer com Cristo e ressurgir um novo homem "Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne" ( Hb 10:20 ). Através da carne de Cristo, todos quantos tornaram participantes da sua carne e sangue, passam a trilhar um novo e vivo caminho, visto que está livre do corpo que os levava a morte. O corpo herdado de Adão é morte, mas o corpo de Cristo é vida dentre os mortos ( 1Co 15:45 ). Diante da sua total incapacidade de livrar-se do pecado, Paulo da graças a Deus por Jesus nosso Senhor! Cristo é a resposta para a pergunta: “Quem me livrará para fora do corpo desta morte?” LTT.
Compare estes dois versículos:
Que conhecimento! Que alegria saber (conhecer) que o velho homem foi crucificado com Cristo! "Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado..." ( Rm 6:6 ). Mas, por que o velho homem foi crucificado com Cristo? Qual o objetivo de tal crucificação? Para que 'não sirvamos mais ao pecado'! Em Cristo Jesus o corpo do pecado foi desfeito (deixou de existir) com o objetivo de o cristão não servir mais ao pecado ( Hb 9:26 ). No mesmo contexto Paulo assevera: “Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor” ( Rm 6:12 ). A palavra ‘considerar’ não é um faz de conta. Da mesma forma que é certa a morte de Cristo, também é certa a morte dos que crêem em Cristo, ou seja, os cristãos estão efetivamente mortos para o pecado. O ‘eu’ é crucificado, morre, a seguir sepultado e ressurge do mesmo modo que Cristo ressurgiu, visto que, o velho homem foi crucificado e morreu à semelhança da morte de Cristo na cruz do calvário, para que o novo homem possa ser semelhante a Ele na ressurreição dentre os mortos ( Rm 6:4 - 6). Não há como o crente servir o pecado, uma vez que o corpo do pecado foi desfeito (escravidão), e ele não tem mais domínio sobre aqueles por quem Cristo morreu “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” ( Rm 6:14 ). Ora, se a lei era a força do pecado, uma vez que o cristão morre para a lei, segue-se que está livre do pecado. Diante destes versículos resta a pergunta: Paulo se contradiz ao apregoar que o cristão é livre do pecado e que serve a lei do pecado? É claro que não! Como desfazer esta contradição aparente? Como já demonstramos, é impossível o homem servir a Deus e ao pecado, visto que ou você serve a justiça ou serve ao pecado. Deus jamais permitirá que seus filhos sirvam ao pecado, do mesmo modo que o pecado impede que seus servos sirvam a Deus. O apóstolo diz: “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita a lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser” ( Rm 8:7 ). “Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” ( Lc 16:13 ). Não é possível ao homem servir a Deus segundo a carne (o ‘eu’ está em inimizade com Deus), e isto demonstra que, para servir a Deus é preciso crucificar o ‘eu’ com Cristo e sepultá-lo. Porém, o que Paulo realmente diz em Rm 7:25 ? Voltemos ao versículo: “Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor...” ( Rm 7:25). Diferente do ‘eu’ que tinha o pecado como senhor, agora em Cristo Paulo agradece a Cristo, o Senhor que o resgatou. Devemos observar que o contexto do versículo é de agradecimento. O apóstolo está agradecendo porque já tinha alcançado as dádivas de Deus. Paulo demonstra que o Senhor de sua vida é Cristo Jesus, e não o pecado, o que nos remete a segunda parte do versículo: “...assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus” ( Rm 7:25 ). Temos que observar nesta frase três expressões:
Resta-nos estudar a última parte do versículo:
Temos outros três elementos a serem analisados neste versículo:
Após ter morrido para a lei o apóstolo dos gentios ainda servia ao pecado? Ele ainda produzia frutos para a morte? ( Rm 7:4 ) Ora, estou convencido de que Paulo não mais produzia frutos para a morte. O que Paulo disse após agradecer pela redenção?
"mas" é uma conjunção adversativa que indica contrariedade quanto a idéia presente na argumentação. Porém, muitos interpretam que Paulo servia a Deus com o entendimento e que também (mas) servia a lei do pecado. Ora, se o apóstolo Paulo estivesse servindo a ‘lei de Deus’ e a ‘lei do pecado’, haveria um conectivo 'e' em lugar da conjunção adversativa ‘mas’ para indicar que havia uma complementação entre a primeira e a segunda oração. Exemplificando: "Assim, eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus e (também) com a carne à lei do pecado". Porém, não é esta ideia que depreendemos do texto, visto que o apóstolo simplesmente utilizou um recurso próprio à linguagem chamado Elipse, que consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto simplesmente para não repetir parte da frase. Ele utilizou a conjunção adversativa 'mas', que remete a um contra ponto, ou seja: agora que Paulo estava livre da carne servia a lei de Deus com entendimento, mas se procurasse servir a Deus antes de nascer de novo, ou seja, com a carne, serviria à lei do pecado. Exemplo: “Assim, eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne [servia] a lei do pecado”. Através da conjunção adversativa ‘mas’ o verbo ‘servir’ fica subentendido na frase. Sabemos que Paulo não mais servia à lei do pecado, visto que, ele já havia crucificado o ‘eu’ (a carne) com as suas concupiscências, sepultado-a com Cristo e ressurgiu um novo homem. Este mesmo evento é descrito como sendo a circuncisão de Cristo, que nada mais é do que o despojar (lançar fora) do ‘corpo da carne’ (velha natureza). Na circuncisão de Cristo todo o corpo da carne é lançado fora, e não somente o prepúcio, como se dava na circuncisão de Moisés ( Cl 2:11 ). Observe que, por uma necessidade de estilo na escrita, Paulo suprimiu na segunda parte do versículo o verbo 'servir' utilizando a conjunção adversativa ‘mas’. Paulo utilizou a conjunção ‘mas’ e suprimiu o verbo ‘servir’: ‘mas com a carne [servia] à lei do pecado’. Este mesmo recurso na escrita podemos perceber no evangelho de João:
Observe:
Observe que com a carne só é possível servir a lei do pecado, porém, o corpo do pecado já foi desfeito, para que o cristão não mais sirva o pecado. Ora, servir o pecado é coisa do passado, portanto, com a carne o apóstolo servia o pecado. Paulo agradece a Deus: “Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor”. Conclui a sua argumentação certo que servia a lei de Deus através do evangelho: “Assim que eu mesmo (Paulo) com o entendimento sirvo à lei de Deus...”, caso continuasse na mesma condição dos seus compatriotas, continuaria servindo ao pecado “mas com a carne (eu servia) à lei do pecado”.
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2Sm 3:8 "Então se irou muito Abner pelas palavras de Is-Bosete, e disse: Sou eu cabeça de cão, que pertença a Judá? Ainda hoje faço beneficência à casa de Saul, teu pai, a seus irmãos, e a seus amigos, e não te entreguei nas mãos de Davi, e tu hoje buscas motivo para me argüires por causa da maldade de uma mulher. " Jr 32:7 "Eis que Hanameel, filho de Salum, teu tio, virá a ti dizendo: Compra para ti a minha herdade que está em Anatote, pois tens o direito de resgate para comprá-la. " 1Co 15:31 "Eu protesto que cada dia morro, gloriando-me em vós, irmãos, por Cristo Jesus nosso Senhor. " |