Escola Bíblica

A Bíblia com matéria de análise e estudo

Romanos 7 - Romanos 7 PDF Imprimir E-mail
Escrito por crispim   
Sáb, 21 de Fevereiro de 2009 15:15
Índice do Artigo
Romanos 7
Prefácio
Convite ao Raciocínio
A Figura da Mulher ligada ao Marido
Argumentos Conclusivos
Os Frutos
A Carne e o seu Fruto
Em Espírito e em Verdade
Verbos, Flexões e Interpretação
É a Lei Pecado?
Figuras de Linguagem
Qual a relação entre Lei, Pecado e Conhecimento
O que é pecado
O que é 'conhecer' o pecado?
'Quem' outrora viveu sem lei?
Todas as Páginas

 

‘Quem’ outrora viveu sem Lei?

“Que diremos pois? É a lei pecado? Nunca seja assim! Mas eu não conheci o pecado senão através da lei; porque também eu não tinha sido consciente da (minha) concupiscência, se a lei não dizia: "Não cobiçarás". Mas o pecado, havendo tomado ocasião através do mandamento, operou em mim todo tipo de concupiscência; porquanto sem a lei o pecado estava morto. E eu, outrora, vivia sem lei; mas, havendo vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri. E o mandamento, o qual foi ordenado para vida, este por mim foi achado ser para morte. Porque o pecado, havendo tomado ocasião através do mandamento, me enganou, e me matou através dele (do mandamento)” ( Rm 7:7 – 11) – LTT – Bíblia Literal do Texto Tradicional. 

Para continuarmos é necessário fazermos algumas perguntas: 

  • Outrora ‘eu’ vivia sem lei – Em que período da vida de Paulo ele viveu sem lei? Paulo escreveu aos Filipenses que nasceu sob a lei ( Fl 3:5 ), o que demonstra que jamais ele viveu sem estar sob a égide da lei;
  • ‘Vivia’ sem lei – Antes de ter um encontro com Cristo era possível o apóstolo estar vivo para Deus? Paulo mesmo disse que todos os homens (ele estava incluso neste rol), eram por natureza filhos da ira ( Ef 2:3 ), ou seja, outrora o apóstolo nunca esteve vivo, visto que estava morto em delitos e pecados, sendo por natureza filho da ira e da desobediência ( Ef 2:5 );
  • Outrora – “Outrora” diz de um tempo remoto, passado. Quando o apóstolo Paulo utilizou a palavra ‘outrora’, ou ‘noutro tempo’, geralmente a utilizou para designar o tempo em que os homens (mortos) viviam sem Deus ( Ef 2:2 ). O contraste é claro: outrora filhos da ira e da desobediência, agora, uma nova condição em um novo tempo ( Cl 1:21 ).

Ora, como Paulo nunca viveu sem lei, segue-se que o ‘eu’ do qual ele faz referência diz de todos os homens que potencialmente ‘viveram’ em Adão. Como? Se todos os homens morreram em Adão ( Rm 5:12 ), segue-se que todos ‘viveram’ em Adão. Ou seja, o ‘eu’ que Paulo utiliza é uma figura que engloba todos os homens, judeus e gregos, sem distinção alguma, pois se todos morreram ‘em Adão’, todos viveram ‘em Adão’. 

Diante do que a Bíblia afirma sobre a vida de Paulo e sobre a natureza humana, não é possível afirmar que Paulo utiliza o ‘eu’ para falar literalmente de si mesmo, visto que, Paulo nunca viveu sem lei. O ‘eu’ também não se refere a sua infância (inocência), visto que ele foi formado em iniqüidade e concebido em pecado ( Sl 51:5 ). Não saber discernir entre o bem e o mal não exime o homem da condenação estabelecida em Adão.

Também sabemos que o pecado nunca esteve morto ou que tenha tornado à vida “...reviveu o pecado...”. A palavra ‘reviver’ aqui empregada não significa tornar a ter vida, antes a ter animo, força, como se lê de Jacó ( Gn 45:27 ).

Quando ocorreu o evento em que o pecado ‘reviveu’, e conseqüentemente o ‘eu’ morreu? A época que Paulo era criança? Quando adulto? De que modo este evento ocorreu se, segundo a lei, Paulo era fariseu?

Percebe-se que o ‘eu’ que Paulo utiliza nestes versos refere-se a Adão, onde toda a humanidade existiu potencialmente. A figura utilizada é a mesma empregada pelo escritor aos Hebreus ao dizer que Levi, que recebe dízimo, por meio de Abraão, pagou dízimo ( Hb 7:9 ; Hb 7:10).

Ora, se um pecou e todos morreram, segue-se que todos viviam em Adão. Porém, ao ser dado o mandamento “...mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerá...”, o pecado achou ocasião e todos morreram. O pecado refere-se à divisão que se estabelece entre Deus e as suas criaturas.

Como sabemos, Satanás é a primeira criatura a experimentar (o pecado) uma existência alienada da vida que há em Deus ( 1Jo 3:8 ). Antes da queda do homem o pecado já existia, porém, com a vinda do mandamento, o pecado reviveu, tomou força e alcançou todos os homens.

O mandamento ordenado no Jardim do Éden era para vida "...dela não comerás, pois no dia em que dela comeres, certamente morrerás” ( Gn 2:17 ), visto que, nele continha plena liberdade e o alerta quanto às conseqüências de se comer da árvore do bem e do mal. O mandamento foi dado especificamente para preservar a vida do homem, porém, o homem achou (entendeu) que era para morte. 

Por que tal entendimento? Por causa do pecado, visto que, pelo mandamento o pecado achou ocasião, enganou o homem, e através dele, o matou. Como?  

Na determinação divina dada no Éden temos três aspectos: 

  • Plena Liberdade - na primeira parte do mandamento temos plena liberdade;
  • Preservação da vida – na segunda parte um alerta solene;
  • Condenação – na terceira parte do mandamento temos a pena imposta: separação da vida que há em Deus.

O elemento que diferencia a lei do mandamento é a pena. No mandamento temos a ordenança: “Não cobiçaras”, sem uma pena previamente imposta. Já na lei, além do mandamento “...dela não comerás...”, temos uma pena estipulada “...certamente morrerás”. 

O mandamento de Deus foi dado ao homem visando proteger a vida que possuía e compartilhava de Deus. Porém, através da tentação no Éden, o homem esqueceu-se da liberdade que possuía “De toda a árvore do jardim comerás livremente...” ( Gn 2:16 ), e aquiesceu a palavra do tentador que enfatizou a proibição “É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do Jardim?” ( Gn 3:1 ).

Pelo mandamento santo, justo e bom ( Gn 2:16 ), o pecado achou ocasião e matou o homem por causa da força da lei “...certamente morrerás”, que é santa ( Rm 7:12 ). Desta exposição paulina advém a conclusão do versículo 12.

Observe que o pecado só passou a exercer domínio sobre o homem por causa da força existente na lei que estipulava: certamente morrerás.

Continua: Romanos 7 (Parte 2)



Última atualização em Ter, 14 de Julho de 2009 22:15
 

Quantos Online

Nós temos 31 visitantes online

Busca Completa

Links Patrocinados

Versículo do Dia

Is 1:1

"VISÃO de Isaías, filho de Amós, que ele teve a respeito de Judá e Jerusalém, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, e Ezequias, reis de Judá. "


Is 44:26

"Que confirmo a palavra do seu servo, e cumpro o conselho dos seus mensageiros; que digo a Jerusalém: Tu serás habitada, e às cidades de Judá: Sereis edificadas, e eu levantarei as suas ruínas; "


1Cr 18:3

"Também Davi derrotou a Hadar-Ezer, rei de Zobá, junto a Hamate, quando ele ia estabelecer o seu domínio sobre o rio Eufrates. "



by Estudo Bíblico

Artigos Relacionados


Leia a Bíblia

Links Patrocinados

Doações

Estatisticas

Membros : 102
Conteúdo : 200
Links da Web : 6
Visualizações de Conteúdo : 617315
You are here: Home Novo Testamento Epístola aos Romanos Romanos 7 - Romanos 7