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Os Nascidos de Deus não Pecam (Parte II) - Os Nascidos de Deus não Pecam (Parte II) PDF Imprimir E-mail
Escrito por crispim   
Seg, 06 de Abril de 2009 22:02
Índice do Artigo
Os Nascidos de Deus não Pecam (Parte II)
Em Busca de um Conceito de Pecado
O Uso do Dativo Preposicionado
Um Conceito de Pecado
A Condição 'em Pecado'
Salmo 51
As Figuras
As Escolhas diárias
Como descobrir o significado das palavras
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Como descobrir o significado das palavras

Havia várias palavras hebraicas e gregas utilizadas para dar nome ao pecado. Como saber qual palavra refere-se à natureza herdada de Adão e qual se refere a erros de conduta?

No verso 10, do capítulo 51, do livro de Salmos, temos o verbo 'cria'. Não há em toda a bíblia qualquer outra palavra hebraica que expresse exatamente o que expressa a palavra 'bara'.

A palavra hebraica 'bara' só tem um sujeito: Deus. Somente Deus 'bara' (cria) através da palavra falada.

Através da palavra falada Ele trouxe a existência o universo e tudo que nele há. O salmista espera em Deus, pois somente Ele, através da palavra do evangelho anunciada a Abraão pode criar um novo coração. Quando o salmista ‘expressa’ confiança em Deus pedindo um coração puro "Cria em mim...", é porque ele sabia que somente Deus pode fazer (bara) e dar, através da sua palavra, um novo coração e um novo espírito ao homem.

O salmista Davi compreendia que somente através do poder de Deus, proveniente da sua palavra, é possível ao homem livrar-se da condição de pecado herdada de Adão. Ora, somente Deus tem poder para 'perdoar' pecado.

Os fariseus entendiam que somente Deus perdoa pecado "E os escribas e os fariseus começaram a arrazoar, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?" ( Lc 5:21 ), e Jesus lhes disse: "Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa" (Lucas 5: 24).

Jesus, o Descendente prometido a Abraão, ao curar o paralítico através da sua palavra, demonstrou aos homens que o poder dele é idêntico ao do Pai (Deus), pois ele mandou e o paralítico andou.

Observe que, para perdoar pecado é necessário 'poder'. Não é qualquer poder, antes diz do poder criativo de Deus que se opera através da Sua palavra.

Aos que crêem Deus concede poder para que sejam feitos filhos de Deus. Ora, que poder é este? A palavra da verdade encerra o poder de Deus. Cristo é o Verbo de Deus que tira o pecado do mundo ( Jo 1:12 ).

Ao ensinar a multidão a orar, Jesus lhes disse: "E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores" ( Mt 6:12 ).

A oração modelo contém:

a) a palavra grega que foi traduzida por 'dívida' transcende o seu significado por causa do contexto em que foi empregada, pois não diz de qualquer dívida entre semelhantes, e sim de uma dívida para com Deus. Diz de uma dívida que somente Deus tem o poder de perdoar;

b) de modo semelhante, há dívidas que os homens podem perdoar uns aos outros.

Todos os homens existem por causa da misericórdia de Deus, e os bens naturais são concedidos a todos. Assim sendo, temos que não é de questões existenciais que deriva a dívida do homem para com Deus.

Quando Jesus ensinou que o homem precisa orar (pedir) a Deus pedindo perdão de suas dívidas, ele estava demonstrando que somente Deus pode perdoar a divida que o homem herdou de Adão: o pecado.

Quando se pede o perdão dos pecados a Deus é porque o homem confia na graça de Deus que há de perdoá-lo do mesmo modo que os homens perdoam os seus devedores: sem exigência alguma.

O escrito de dívida que pesa sobre o homem somente Deus pode declarar: 'tetelestai'. Somente Deus pode arcar com a dívida do homem, pois ao pecar contra Ele, Adão vendeu como escravo toda a humanidade ao pecado.

A oração modelo demonstra que, da mesma forma que os homens perdoam os seus semelhantes sem nada exigirem (se for diferente não é perdão, é acordo), o homem espera em Deus que o 'perdoe'.

O salmista fez esta oração a Deus: "Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares. Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe" ( Sl 51:4 -5). Ele compreendia que fora vendido como escravo ao pecado pelo seu primeiro pai (Adão) e que daí por diante, tudo o que ele fez perante Deus (à tua vista) era o mal.

O salmista entendia que, somente após ser de novo criado (bara), alcançaria o perdão dos pecados e passaria a fazer o bem à vista de Deus. É este pensamento que o homem deve ter quando pede a Deus em oração que perdoe as suas dívidas (o Único que tem poder para perdoar pecados).

Isto demonstra que as palavras gregas que são traduzidas por pecado, e que comumente assim são usadas, não traduzem a idéia de pecado do qual os apóstolos fizeram referência.

Não é porque os apóstolos utilizaram a palavra 'hamartia' para falar do pecado que aproveitaram a idéia grega de pecado.

O sentido bíblico que é concedido à palavra grega 'hamartia' transcende. Ela é totalmente 'despida' dos seus valores culturais (proveniente das tragédias gregas) e passa a contemplar outra realidade: a espiritual.

O crime de Édipo contado através da tragédia de Sófocles, onde o 'herói' mata Laio, o rei de Tebas, sem saber que era o seu próprio pai por causa de um 'erro de juízo', é considerado pecado (hamartia).

A queda de Édipo é proveniente de um erro causado pela sua ignorância, pois, acertou o alvo através de suas habilidades, porém, ele 'errou o alvo' (pecou) por ignorar que o rei de Tebas era o seu próprio pai.

Diferente é a idéia bíblica de queda, pois o homem já nasce vendido como escravo ao pecado. Não importa as ações dos homens, pois elas não podem influenciar a condição proveniente do seu nascimento. Todos os homens nasceram ou nascem sob a condenação proveniente da queda de Adão.

Ora, para determinar qual o significado das palavras utilizadas pelos escritores da bíblia para designar a condição de ‘pecado’ pertinente aos homens gerados de Adão é necessário analisar o contexto no qual a palavra foi citada.



Última atualização em Qua, 26 de Agosto de 2009 20:45
 

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"Assim os apascentou, segundo a integridade do seu coração, e os guiou pela perícia de suas mãos. "


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Dn 7:5

"Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne. "



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