| Os Nascidos de Deus não Pecam (Parte III) - Os Nascidos de Deus não Pecam (Parte III) |
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| Escrito por crispim | ||||||||||||
| Ter, 28 de Abril de 2009 22:52 | ||||||||||||
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Qualquer que permanece nele não peca "E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado" Considerando que:
Reunimos acima elementos para compreender a asserção: “Qualquer que permanece nele não peca” ( Jo 3:6 ). O apóstolo João apresenta três asserções neste sentido:
Estas três asserções se complementam, visto que ‘qualquer que permanece em Cristo’ é porque ‘nasceu de Deus’. Ora, qualquer que permanece em Cristo (nascido de Deus) não peca, ou melhor, não comete pecado. Como já demonstramos anteriormente, a ênfase da asserção do apóstolo João refere-se a algo pertinente à natureza do novo ser gerado de Deus. O advérbio de negação ‘não’ (operador lógico), aponta uma característica contínua e durativa pertinente àqueles que permanecem em Cristo. Para falar da nova condição daqueles que são nascidos de Deus, o apóstolo João lança mão em suas premissas de um recurso semelhante ao que é utilizado na poesia hebraica (PARALELISMO), caracterizado principalmente pela repetição de idéias. Através deste recurso, uma idéia abordada é novamente afirmada logo em seguida, porém, com palavras diferentes, de modo que as asserções apresentam idéias equivalentes. Como estamos analisando na primeira parte dos versículos, três asserções (afirmações) equivalentes ( 1Jo 3:6 ; 1Jo 3:9 ; 1Jo 5:18 ), e todos apresentam asserções na segunda parte, podemos utilizar alguns princípios da lógica. Dentre eles destacamos:
Conforme escreveu o apóstolo João, sabemos que: "Qualquer que permanece nele não peca”, proposição simples declarativa de valor lógico ‘verdadeiro’, conseqüentemente não é falsa, visto que qualquer proposição jamais assumirá dois valores lógicos simultaneamente: verdadeiro e falso. Com base nestes princípios pertinentes à lógica, temos a asserção: “Qualquer que permanece nele não peca”, equivalente à asserção: “Qualquer que peca não o viu nem o conheceu” ( 1Jo 3:6 ). Como a maioria dos escritores das cartas contidas no Novo Testamento construiram textos argumentativos, invariavelmente foram levados a utilizarem elementos pertinentes à lógica na defesa de suas propostas. A exposição e a defesa do evangelho são campos ferteis de argumentações, que geralmente se expressam em asserções e proposições. As definições e conceitos quase não são utilizados pelos escritores bíblicos, visto que, a escrita antiga privilegia a articulação do pensamento como processo de aprendizagem, diferente do ensino atual, que prioriza a transmisão do conhecimento através de definições e conceitos, o que compromete a capacidade de reciocínio do aprendiz. O interprete da bíblia precisa conhecer os princípios que informam a lógica e a arte do bem falar (retórica), visto que este conhecimento floreceu à época dos apóstolos devido a cultura grecoromana. Dada uma proposição qualquer, simples, declarativa e de valor lógico verdadeiro, se inserirmos o operador lógico de negação (não), formaremos uma nova proposição simples, declarativa e de valor lógico falso. A reciproca também é verdadeira. Ex:
Através do operador lógico de negação tornou-se possível construirmos quatro proposições, duas de valores verdadeiro e duas de valores falsos. O apóstolo João ao escrever cria ‘paraleleismos’ através das relações existentes nas proposições. Ele geralmente cria duas proposições equivalentes para apresentar uma única ideia. Vejamos:
Se invertermos alguns elementos da primeira proposição, temos o seguinte:
Na asserção “Qualquer que permanece nele não peca”, a ênfase do apóstolo João repousa sobre o permanecer em Cristo, o que dá continuidade e duração a ação verbal ‘não peca’, o que é contínuo e durativoamartauei 3p. sing. ind. pres.). Quando invertemos os elementos da asserção para “Qualquer que não peca permanece nele”, a ênfase desloca-se da palavra ‘permanece’ para a negativa do verbo pecar (não peca). O estado das coisas que a sentença apresenta como verdadeiro (denotação) continua o mesmo, porém, a ideia que o escritor expressou (conotação) sofre variação, visto que a ênfase que o escritor atribuiu aos diferentes elementos da sentença modifica-se. Devemos ter em mente que ‘permancer em Cristo’ implica em não pecar. Ora, a condição ‘não peca’ só é possível àqueles que estão, ou seja, que permanecem em Cristo, verdade esta que o apóstolo João procurou enfatizar. Quando deslocamos a ênfase para as palavras ‘não peca’, acabamos por criar uma idéia espúria, visto que teremos uma condição a ser satisfeita (não peca) para que o homem permaneça em Cristo. Ciente destas possíveis variações de ênfase e conotação, o apóstolo João apresentou a segunda asserção equivalente à primeira tendo o cuidado de preservar os três significados dos componentes das asserções: a ênfase, a denotação e a conotação. “Qualquer que permanece nele não peca. Qualquer que peca não o viu nem o conheceu” Permanecer em Cristo resulta em não pecar, porém, qualquer que peca é porque não viu e nem conheceu a Cristo. Isto indica que, quem viu e conheceu a Cristo, ou antes, foi conhecido d’Ele, permance n’Ele. Podemos construir outras asserções equivalentes tendo o cuidado de não alterar o valor relativo que o escritor conferiu aos diferentes elementos das asserções, e para isso basta mudarmos de lugar o operador lógico de negação na asserção:
Além da possibilidade de se criar novas proposições através dos operadores lógicos, há outro recurso, que é construir através das designações (nomes) e proposições uma nova asserção. Tal qual a linguagem corrente, a linguagem lógica é construida a partir de designações e proposições. Um determinado ‘ente’ pode ser designado através de muitas formas distintas. Por exemplo: “Paris”, “cidade luz” e “capital da França” são três designações distintas para o mesmo ente. Se dissermos que “Lisboa” é a “capital da França”, temos uma proposição simples de valor lógico ‘falso’. Porém, se dissermos que “A cidade luz é Paris” ou que “A cidade luz é a capital da França”, temos duas proposições simples de valor lógico ‘verdadeiro’ e ‘equivalente’. Quando lemos as cartas de João é necessário identificarmos quais designações referem-se ao mesmo ente, para podermos compreender o processo de construção das preposições e quais as relações que existe entre elas. Observe as seguintes proposições:
Destacamos nove proposições e todas estão intimamente ligadas. As preposições ‘g’, ‘h’ e ‘i’ apresentam três designações que referem-se ao mesmo ente: ‘Este mandamento’ ou ‘o seu mandamento’ é o mesmo que ‘a palavra que ouvistes’, ou ‘que creiamos no nome do seu Filho Jesus Cristo’. Portanto, se substituirmos a parte ‘a’ da proposição ‘i’ pelas designações identificadas anteriormente, teremos outras proposições, porém, todas expressando a mesma idéia da proposição inicial. Exemplo: “Ora, o seu mandamento (‘a palavra que ouvistes’, ou ‘este mandamento antigo’) é este, que creiamos no nome do seu Filho Jesus Cristo”. Através destas substituições podemos analisar as outras preposições, visto que a proposição ‘i’ trata do mesmo assunto da preposição ‘a’. Como sabemos, o mandamento de Deus é específico: “...que creiamos no nomem do seu Filho Jesus Cristo”, ou seja, ‘este é o mandamento antigo’. Deste modo conclui-se que qualquer que crê no nome de Jesus (que guarda o seu mandamento 1Jo 3:23 ), permanece em Deus, e Deus nele ( 1Jo 3:24 ).
Através das designações e dos entes pertinentes às proposições fica fácil perceber que, qualquer que crê em Cristo permanece em Deus, e Deus nele, o que leva a concluir que ‘aquele que guarda os seus mandamentos’ não peca. Trocando os elementos das proposições ‘a’ e ‘h’, surgue uma nova proposição que expressa a mesma idéia da proposição inicial:
Conclui-se que guardar os mandamento de Deus equivale a confessar, crer que Jesus é o Filho de Deus. Estudamos as relações nas proposições que ‘criamos’ acima, porém, observe as mesmas relações nas proposições registradas pelo apóstolo João:
O apóstolo João em uma de suas raras ‘definições’ demonstrou que o mandamento de Deus é crer no nome de seu Filho Jesus Cristo ( 1Jo 3:23 ), e os dois entes utilizados na definição foram desmembrados para criar as duas proposições acima.
Do mesmo modo podemos estabelecer a seguinte relação: ‘permanecer em Deus’ é o mesmo que ‘estar nele’. Vamos a uma nova relação entre os versículos: ‘Aquele que crê no nome do seu Filho Jesus Cristo’ ( 1Jo 3:23 ), ou ‘aquele que guarda os seus mandamentos’ ( 1Jo 3:24 ) é aquele que ‘conheceu’ a Deus “E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamento” ( 1Jo 2:3 ). O que significa ‘conhecer’ a Deus? ( 1Jo 2:3 ) Como ‘ver’ e ‘conhecer’ a Deus? ( 1Jo 3:6 ) Ora, para ‘ver’ e ‘conhecer’ a Deus basta guardar os seus mandamentos, que é: crê no nome do seu Filho Jesus Cristo. Mas, o que significa ‘conhecer’ a Deus? Conhecer a Deus é estar e permanecer n’Ele. A palavra ‘conhecer’ ganha nova conotação, visto que ‘conhecer’ diz de ‘comunhão íntima’, ‘estar ligado intimamente a’, ‘permanecer’, ‘estar’. Quando o homem une-se a sua mulher diz-se que ‘conheceu’ o homem a mulher, ou seja, temos a palavra ‘conhecer’ designando uma comunhão íntima. Quando o apóstolo João utilizou a palavra ‘conhecer’ para descrever a relação entre Deus e os que crêem, utilizou-a para demostrar a comunhão íntima que se estabeleceu entre os homem e Deus.
‘Permanecer’, ‘estar’ e ‘conhecer’ são entes equivalentes. Se o homem crê em Cristo, ele passou a ‘conhecer’, ‘estar’ e ‘permanece’ em Deus. É impossível estar em Deus sem conhece-Lo. É impossível conhece-Lo sem permanecer n’Ele. Voltamos a preposição inicial: “Qualquer que permanece nele não peca” ( 1Jo 3:6 ). Antes de prosseguirmos, precisamos verificar as relações existentes em todos os versículos que afirmam que ‘não peca’ qualquer que ‘permanece’ em Deus. Ora, ‘qualquer que permanece em Deus (n’Ele) é porque ‘O viu’ e ‘O conheceu’. Qualquer que O ‘viu’ e O ‘conheceu’ é porque é ‘nascido de Deus’. Qualquer que é nascido de Deus é porque guarda os seus mandamentos, ou seja, ‘a palavra que ouviu’, ou o ‘mandamento antigo’. Concluimos que: qualquer que ‘permanece’, ‘viu’, ‘conheceu’, 'nasceu’, ‘foi gerado’, ‘ouviu a palavra’, ‘guardou o mandamento’, ‘confessou que Jesus é o Filho’, ’creu no enviado de Deus’ não peca ( 1Jo 3:6 ; 1Jo 3:9 ; 1Jo 5:18 ). Todos as designações relacionadas acima fazem referência a um mesmo ente, o que nos leva a seguinte conclusão: apesar das diferentes designações as asserções apresentadas pelo apóstolo João expressam a mesma ideia. Com relação a ênfase (a importância relativa que o escritor atribui a diferentes elementos na sentença), é necessário um cuidado maior quando se analisa as designações e os entes existente nas preposições. Observe:
O apóstolo João procurou demonstrar (conotação) que o homem ‘não peca’ porque permanece em Deus, e não o contrário: o homem ‘não peca’ o que o levaria a ‘permanecer’ em Deus. Agora, verifique o seguinte versículo quanto a ênfase (a importância relativa que o escritor atribui a diferentes elementos na sentença) e a conotação (sentimentos, ideia ou emoção evocados ao leitor pela sentença): “Se sabeis que Ele é Justo, sabeis que todo aquele que pratica a justiça é nascido d’Ele” Qual a ênfase do versículo? A ênfase está em ‘todo aquele que pratica a justiça’, ou seja, através da ênfase temos a seguinte conotação: quem tem como pratica fazer o que é justo é nascido d’Ele. É está a ideia que o apóstolo João procurou dar ênfase? |
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| Última atualização em Qua, 26 de Agosto de 2009 20:46 |
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Is 10:13 "Porquanto disse: Com a força da minha mão o fiz, e com a minha sabedoria, porque sou prudente; e removi os limites dos povos, e roubei os seus tesouros, e como valente abati aos habitantes. " Jr 7:14 "Farei também a esta casa, que se chama pelo meu nome, na qual confiais, e a este lugar, que vos dei a vós e a vossos pais, como fiz a Siló. " Pv 15:9 "O caminho do ímpio é abominável ao SENHOR, mas ao que segue a justiça ele ama. " |